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Aventuras do Bigodes no High-end, A visita à MusicLink + Cabasse mini-review

Nas explorações que tenho tido a oportunidade de fazer no mundo do áudio português, visitei há tempos a MusicLink, casa que tem Domingos Marcelino ao leme. Esta casa construiu a sua reputação ao logo dos últimos anos com o trabalho desenvolvido com a Linn, o mítico fabricante escocês, mas a MusicLink é muito mais que só a Linn. Ouvi por exemplo, colunas Audel, com uma arquitetura muito interessante, e qualidade sónica a condizer (a minha análise a esta marca fica para outras núpcias, que merecem análise mais cuidada!). Por lá ouvi, em conjunto com estas colunas, o streamer da Volumio. Fica desde já aqui o  meu desafio ao Domingos para uma análise mais aprofundada a estes produtos.

Mas a minha visita aconteceu para conhecer melhor uma marca que tem tido alguma projeção além fronteiras, e que recentemente, através da MusicLink, chega agora a Portugal, a Cabasse.

Cabasse “The Pearl”

Para efeitos deste relato, até porque as Cabasse “The Pearl” têm forma esférica, não as irei tratar por colunas até porque não têm essa forma, mas sim como ESFERAS, a bem do rigor da geometria.

As Cabasse “The Pearl” são altifalantes ativos de forma esférica vindos de França, com leitor de rede, amplificação e DSP incorporados, não sendo necessárias outras caixas. Mais um exemplo de equipamento tudo-em-um, como começam a proliferar no mercado áudio. Cada altifalante pode ser usado em modo mono, ou juntando duas unidades em modo stéreo. Podem ser também usadas várias nas divisões em que desejemos apreciar a nossa música e criar um sistema multi-room. Para control das operações temos a aplicação StreamCONTROL da Cabasse. Para quem procura este tipo de situação, esta pode ser uma solução. Além de que, aqui servidas com tempero q.b. no campo do design, que estas esferas são chiques!

Existem esferas da Cabasse, para vários gostos ou aplicações, em vários tamanhos dependendo do nível de qualidade pretendido e do espaço acústico a preencher. Tive a oportunidade de experimentar o modelo mais pequeno, as Pearl Akoya. A minha apreciação deste modelo ficará talvez para um futuro próximo. Ouvi também as “The Pearl”, em contexto de audição estéreo. Tanto um modelo como o outro podem ser colocadas em cima de uma prateleira, parede ou em suportes de chão. Nos suportes de chão próprios fornecidos pela marca, além do conjunto ficar com a estética final pensada originalmente, passamos a ter a possibilidade de esconder os cabos de alimentação (que vêm fornecidos de fábrica) e rede se não quisermos utilizá-las sem fios.

Cabasse “The Pearl”

Sendo claramente um produto lifestyle, está adaptado não só às necessidades de quem gosta de ouvir música como merece, mas também coabita de forma pacifica com a nossa mais que tudo, que provavelmente irá preferir a harmonia estética de algo sem mais caixas e ligações – Ponto positivo número um.

Estas esferas fazem lembrar a Estrela da Morte da Guerra das Estrelas. A Srª. Bigodes é fã da série que foi de George Lucas e que agora é da Disney. Em casos similares a aquisição de um conjunto destes poderá ser mais pacífico. Outro ponto a favor é o facto de estas esferas poderem ser colocadas onde a nossa mais que tudo determinar, pois possuem um programa digital de compensação, na sempre complicada interação acústica com a sala. Ponto a favor número dois.

Cabasse “The Pearl”

Cada esfera tem uma configuração de altifalantes com três vias, um tweeter coaxial no interior do driver de médios de 13cm a disparar para a frente e um woofer de 25cm no mesmo eixo a disparar para trás. Com amplificação interna classe D, responsável pela vivacidade típica de música ao vivo, que tive a oportunidade de vivenciar nas instalações da MusicLink, casa responsável pela importação da marca. Potência não falta, com 300 Watts para o médio, mais 300 para o tweeter, e 1000 Watts para o woofer. Estas bolas demonstram a sua vivacidade no estilo sonoro, mas também descem às caves dos graves, com o fabricante a reclamar uma largura de banda de 14Hz a 27kHz. Apreciadores de graves profundos? Check.

Além da entrada para cabo de rede, vi também entradas para quem quiser ligar uma fonte analógica (embora os adeptos do vinil tenham de juntar um andar de phono), bem como entrada ótica e conetividade bluetooth. A aplicação StreamCONTROL da Cabasse tem integrados Tidal, Qobuz, Deezer, Spotify Connect, Napster e rádios internet. Para os indefetiveis dos comandos, a marca fornece um pequeno disco com as funções básicas.

Estas esferas vêm equipadas também com processamento digital de sinal (DSP), que lhes permite entre outros medir a interação com a sala através de um sistema de microfone incorporado, permitindo a sempre bem vinda calibração automática do som dos altifalantes à sala.

E por falar em som

O som é vivaço! Invocando as sensações típicas de ouvir música ao vivo. Uma boa imagem para o som destas colunas seria um dançarino moderno num ataque de epilepsia, tal é a escala e a dinâmica! Ouvi também graves profundos o suficiente para poder esquecer a potencial necessidade de adicionar um subwoofer, que foi a primeira coisa que pensei que pudessem precisar, no momento que lhes pus os olhos em cima pela primeira vez. Quem me acompanha há tempo suficiente, sabe que sou muito sensível aos agudos mais baixos, ou médios mais altos se preferirem, e aqui o som esteve no limiar do confortável. Mas posso ser eu a ser picuinhas.

O palco sonoro pareceu-me muito bom. Palpável, aberto e profundo. Atenção audiófilos! 

Cabasse “The Pearl”, qual o veredito?

O som destas Cabasse tem uma virilidade intrínseca, que não escondo, numa primeira abordagem tive vontade de explorar, brincando com a sua forma geométrica. Para além do som, estas Cabasse têm mais trunfos na manga. O seu conceito genérico pode conquistar muita gente para este produto. Como assim?

Colunas são uma peça de mobiliário. Estou a imaginar estas esferas bem enquadradas em muitas decorações, e por isso a conquistar o “SIM” de muitas das nossas caras metade.

Não precisam obrigatoriamente de mais caixas. Conceito que conquista cada vez mais fãs, não só dentro do restrito mundo audiófilo, mas também no universo do comum dos mortais.

Facilidade de utilização. Com o smartphone ou tablet são fáceis de comandar. Se ainda assim gostar de utilizar comando, a marca fornece um disco, com design à medida do resto do conjunto.

1 comentário em “Aventuras do Bigodes no High-end, A visita à MusicLink + Cabasse mini-review”

  1. Gostei muito da apresentação das Cabasse.

    Apenas um reparo. As Cabasse são colunas, independente da sua forma geometria e deveriam ser chamadas como tal, da mesma forma que ninguém se refere às colunas com forma mais tradicional, por cubos ou paralelepípedos.

    Continuação de bom trabalho e desejos de sucesso.

    Cumprimentos,
    Filipe Santos

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